Resultado das amostras de água coletadas após enchentes nas bacias do Paraopeba e Velhas, em janeiro de 2022

Grupo de Pesquisa EduMiTe

21 de fev. de 2022

O Grupo de Pesquisa Educação, Mineração e Território (EduMiTe) apresenta o primeiro resultado das análises de amostras de água coletadas por voluntários da Rede de Monitoramento Geoparticipativo nos dias 16, 17 e 28/01, após as enchentes de janeiro

Os dados apresentados nesse estudo são os resultados das análises químicas de amostras de água coletadas nos dias 16 e 17 de janeiro nas cidades/ nos distritos de Piedade do Paraopeba (Brumadinho), Nova Lima, Macacos (São Sebastião das Águas Claras), Rio Acima, Honório Bicalho e Raposos, e no dia 28 de janeiro na cidade de São Joaquim de Bicas. Para melhor entendimento e visualização foram confeccionadas tabelas e gráficos com os resultados analíticos, já comparados com os valores de concentração máxima permitida para qualidade de água doce superficial (de rios) das legislações vigentes.


Esses amostras iniciais das águas superficiais foram analisadas pela parceria da profa. Dulce Pereira (UFOP) com o prof. Ulisses Nascimento (UFMA). As análises tiveram o apoio do gabinete da Deputada Áurea Carolina.


No mais, conforme mensagens anteriores, ainda estamos estruturando a rede de laboratórios que possam efetuar as demais análises.


Mapa com os pontos de coletas confirmados, nos dias 16, 17 e 28 de janeiro

As legislações usadas para comparação de qualidade da água nesse estudo foram:


a. GM/MS 888/2021: Portaria do MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE. Indica sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Traz valores de padrão de potabilidade para substâncias químicas inorgânicas (como metais e metaloides) que apresentam risco à saúde.


b. CONAMA 357/2005: Resolução do CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências.


c. COPAM 01/2008: Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH-MG, do CONSELHO ESTADUAL DE POLÍTICA AMBIENTAL (COPAM) e do CONSELHO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS (CERH-MG). Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Traz valores de padrão concentrações de parâmetros inorgânicos (metais e metaloides) para qualidade da água.


O Enquadramento dos Corpos de Água (rio ou lago) em Classes é um dos instrumentos de gestão das Políticas Nacional e Estadual de Recursos Hídricos. Esse instrumento visa assegurar às águas, superficiais e subterrâneas, uma qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas, além de ações preventivas permanentes. A partir da identificação dos usos preponderantes, isto é, dos usos mais restritivos em termos de qualidade, o enquadramento estabelece, no caso das águas superficiais, a classe de qualidade da água a ser mantida ou alcançada em um trecho (segmento) de um corpo de água (rio ou lago) ao longo do tempo. Mais informações sobre o enquadramento dos rios em classes podem ser acessadas em: http://www.igam.mg.gov.br/gestao-das-aguas/enquadramento.


Existem caracterizações dos rios, no caso, para cada bacia, sub-bacia e trecho (segmento). Os rios visitados nesse estudo pertencem a bacia do rio Paraopeba e a bacia do rio das Velhas. Na tabela a seguir os rios já estão divididos em suas classes.


Para um melhor entendimento é possível acessar as definições de enquadramento dessas bacias em: http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=112 (Bacia do rio Paraopeba) e http://portalinfohidro.igam.mg.gov.br/images/Enquadramento_SF5.pdf (Rio das Velhas).


Confira a Nota explicativa completa e os mapas dos pontos de coleta nos arquivos em PDF


UM ESTUDO SOBRE PONTOS DE ÁGUAS SUPERFICIAIS ANALISADOS - final
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Download PDF • 2.09MB

MAPAS - Primeiros resultados - águas superficiais com VR
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A Rede de Monitoramento Geoparticipativo é formada por voluntários de comunidades atingidas pelas enchentes nas bacias do rio das Velhas, rio Doce e rio Paraopeba, pelo Grupo de Pesquisa em Educação, Mineração e Território (EduMiTe), Laboratório de Educação Ambiental e Pesquisa: Arquitetura, Urbanismo, Engenharias e Processos para Sustentabilidade (LEA: AUEPAS/UFOP), Laboratório de Solos e Meio Ambiente do IGC/UFMG, Núcleo de Análises de Resíduos e pesticidas (NARP/UFMA), Projeto Manuelzão/UFMG e Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MovSAM).