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Entrevista com voluntário intercambista do Edumite

Atualizado: 2 de mai. de 2023

Confira abaixo, a entrevista realizada no dia 21 de Abril de 2023 (sexta-feira), com Cristhyan David Olaya, 28 anos, voluntário intercambista colombiano do Edumite, que veio ao Brasil esse ano e vai compartilhar um pouco da sua experiência sobre o Grupo de Pesquisa.

Foto: (Da esquerda para a direita) - Cristhyan (voluntário intercambista do Edumite), Francisco (bolsista Proex-UFMG do Edumite),

Lisiane (voluntária do Edumite) e Lussandra Gianasi (coordenadora do Edumite)

  • Como foi a sua vinda para o Brasil?

Foi muito interessante porque foi a primeira vez que conheci um país que não fosse a minha linda Colômbia. Muitas experiências em tão pouco tempo, um forte choque cultural mas muitas lições valiosas que enriquecem a minha visão deste interessante país. Quando decidi viajar para o Brasil, fui motivado pela oportunidade de aprender outro idioma, sua cultura e sua organização biótica e urbanística, neste sentido penso que a oportunidade de descobrir novas perspectivas acadêmicas e fortalecer redes de pesquisa torna-se relevante no campo da pesquisa e educação geográfica em nossos países. É assim que inicialmente a Universidade Nacional Pedagógica da Colômbia e a Universidade Federal de Minas Gerais no Brasil apresentam acordos estratégicos de mobilidade acadêmica que permitem que seus alunos descubram novas perspectivas no campo acadêmico e gerem conexões com o campo educacional. Para mim, como membro do Semillero de Investigación en Educación Geográfica de Colombia (SIEG) e do grupo Geopaideia, é interessante conhecer as contribuições acadêmicas oferecidas por um grupo de pesquisa tão notório no Brasil como o Edumite, embora nem sempre seja fácil ao levar em conta aspectos como a leve mas marcante diferença linguística


  • Qual curso você está formando na Colômbia?

Atualmente estou cursando Ciências Sociais, que podem ser definidas como um conjunto de diversos conhecimentos pedagógicos, geográficos, políticos, interculturais e históricos que compõem uma formação pedagógica e interseccional de professores na Colômbia.

Dentro de todo esse processo formativo, a geografia tornou-se para mim uma valiosa ponte de aprendizado sobre o mundo que eu nunca havia experimentado antes. Foi assim que durante o meu processo de mobilidade escolhi as disciplinas correspondentes ao Instituto de Geociências (IGC).

  • Como você conheceu o EduMiTe?

Bom, o que tenho observado no meio acadêmico é que o grupo de pesquisa EduMiTe trabalha a partir de um referencial acadêmico atual dentro da realidade de pesquisa do Brasil e do mundo.

De fato, conhecer a relação dos minerais dentro da conformação biótica e hidrológica do Brasil é muito interessante para mim, principalmente quando falamos de fenômenos globais como a extração de recursos naturais e a degradação ambiental, elementos que não são estranhos à Colômbia. Nesse processo de interesse acadêmico, lá conheceu a professora Lussandra Gianasi, Daniela Campolina e o professor Luciano. Importantes pesquisadores que me proporcionaram novos conhecimentos no campo da poluição ambiental no Brasil.


  • O que você está achando do Grupo de Pesquisa?

Bem, a primeira impressão que tenho desse grupo é que eles têm um importante interesse educacional. Dentro de suas necessidades, eles vão além de uma razão acadêmica para colocar seus saberes em diálogo com as comunidades locais das minas e os alunos da UFMG. Sem dúvida, o EduMiTe é um grupo de pesquisa que tem como foco a análise de aspectos geossistêmicos e análise de impactos da mineração, conhecimentos importantíssimos para nossa realidade globalizada afetada por dinâmicas transnacionais e práticas ambientais destrutivas.


  • Como está sendo a sua experiência no Brasil?

Eu considero que um processo de intercâmbio ou mobilidade internacional me enriqueceu além de todas as situações engraçadas que ele viveu até agora.

Pessoalmente, gostei muito da oportunidade de estudar no Brasil em uma das melhores universidades da América do Sul, também entre as quinhentas melhores do mundo. Eu realmente aprecio a grande oportunidade que a Universidade Pedagógica Nacional da Colômbia me ofereceu para conhecer esta importante universidade e eu trabalho muito para aprender o idioma melhor a cada dia, novos conhecimentos e novas experiências.

Posso dizer que aos 28 anos as experiências e realidades vividas em Bogotá e na Colômbia se quebram por conhecer outro lugar, outra cultura, outro idioma e outra visão do mundo. Todas as experiências aqui são algo novo para mim e até agora a melhor experiência da minha vida acadêmica.


  • Como é a mineração no seu país e as semelhanças e diferenças que você achou com as do Brasil?


Atualmente, o contexto geopolítico e ambiental na América Latina compartilha muitas generalidades, esta tem sido uma região historicamente percebida como um depósito de recursos globais. A realidade das ricas e coloniais Minas Gerais e Ouro Preto não está muito longe da que ocorre no Páramo del Santurban, El cerrejon em la Guajira ou a Mina Cerro Matoso.

Sem dúvida, é notório que empresas como a AngloGold possuem uma consciência geoestratégica e ampla participação nos processos de extração mineral tanto na Colômbia quanto no Brasil. Sem dúvida, isso reflete a necessidade de educar com base no conhecimento geográfico em busca de uma consciência territorial local. Sem dúvida, em nossos países é extremamente importante proteger ecossistemas estratégicos como o Paramos na Colômbia ou o Quadrilátero Ferrífero no Brasil.



  • Algo que você queira falar ou complementar?


Inicialmente, posso dizer que, em nome da Universidad Pedagógica Nacional de Colombia e do meu Semillro de Investigación en Educación Geográfica (SIEG), agradeço à UFMG por esta grande oportunidade de aprendizagem e à EduMiTe por me permitir aprender um pouco mais sobre mineração. no Brasil, também convido cordialmente todos os estudantes, colegas, professores e acadêmicos de ambos os países a conhecerem os interesses de pesquisa atualmente em desenvolvimento em ambos os grupos de pesquisa através de nossas redes sociais Instagram e Facebook: @siegupn @edumite




Com isso concluímos a nossa entrevista, desejamos ao Cristhyan que ele aproveite o seu tempo no Brasil, na UFMG e ,principalmente, no EduMiTe.

E informar que estaremos sempre de portas abertas para aqueles que tenham curiosidade e interesse ao nosso trabalho, afinal compartilhar conhecimento é uma das coisas mais belas do mundo.




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